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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Brilho eterno de uma velha infância




Em mais uma conversa sobre vida, sobre passado e presente, hoje me fez pensar na infância que tive, fazendo um paralelo com a infância de hoje.



Onde brincar na rua até mais tarde era tudo que queríamos, e não ter o perigo de ser sequestrado.



Assistir o Xou da Xuxa , sem hoje todo mundo saber do filme pornô pedófilo dela.



Correr, brincar e pular, era no sentido literal da palavra, e não upar seu avatar no Legend of Zhelda, Second Life ou The Sims.



Ouvir e dançar músicas melodiosas sobre amizade do Carrossel, Chiquititas, e outras de alegria e pureza como do Balão Mágico, e não qualquer música de um garoto de 10 anos que canta " baby, baby,oh"



Os filmes da Disney também eram sobre amor e acreditar em si mesmo, e nos de hoje há piadas infames e maldosas em filmes infantis. Saudade do Rei Leão.



As músicas dançantes já foram sacanas (quem nunca "ralou, ralando o tchan"), mas ainda assim as crianças eram inocentes. Os funks de hoje, qualquer criança de 8 anos sabe o que significam "te dar pressão" ou "pôr a mão na calcinha".



Ter um gameboy era um sonho, hoje o celular do ano já não serve.



Pisar na grama, brincar de bolinho de barro..., hoje a grama mais próxima que as crianças chegam é a da Colheita Feliz.



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E por aí vai...



Mas do que adianta reclamar?



Uma coisa que percebi, é que não adianta em nada comparar a infância de hoje com a da minha geração, ficar aqui reclamando...



Não é mais a minha infância que vigora, comparamos infâncias,mas cada um só teve uma.



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Pra minha geração, ouvir a Xuxa e ter uma Barbie era tudo, mas a geração de hoje quer ouvir o Justin Bieber e ter jogos eletrônicos e bonecas andróides. A geração da minha vó gostava de cantigas de roda e bonecas de panos.



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A conclusão que tiro disso tudo, é que cada geração teve um tipo de infância.



Cada um foi criança a sua maneira.



E a infância de sua geração será sempre a melhor. Mas não percebemos que foi a única que tivemos...



A única em que fomos realmente felizes, o que dá uma certa inveja, queremos que as crianças façam o que fizemos na idade delas, por que é uma das épocas que mais se vive plenamente, sem preocupações, sem cobranças,... sem vida de adulto.



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Feliz daquele que teve uma bela infância...